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A cabeça mais rápida que mão.

Tenho um tempo sem me conectar.

Sem comentar, inventar, sem criar.

Estou em gestação.

Um novo passo.

Um projeto que começa dentro da minha casa.

Vou aplicar meu método de trabalho na direção de documentários.

Visitando nove cidades vou interagindo, por que é assim meu modo de trabalhar, com nove Pontos de Cultura. Vou captar… conhecer…. enfim participar, interferir e estimular as crianças/jovens de cada um desses lugares a fazerem um retrato do espaço cultural.

Quando morava em Paris fui fazer um teste para atuar numa companhia de teatro em inglês e o diretor me perguntou o que eu considerava a mais importante função do diretor. Eu respondi que era inspirar as pessoas. Motivar as pessoas. Estimular elas e dar suporte para que elas pudessem experimentar. Ele ficou em silêncio e sorriu. Porém ficou só no discurso. Num momento do teste prático ele não participava. Ficava só olhando. Fiquei perdido e claro num fui aceito.

Só que essa convicção que expressei naquele me momento e que me acompanha até hoje eu já tinha antes daquele encontro. E confesso que a experiência dolorosa deste momento me fez enxergar que discurso só não basta precisa ação.

No momento agora que me exponho como diretor sei que a imperfeição e a fragilidade só podem ser superadas com flexibilidade e escuta. Pois de outro modo será contabilizar frustrações e desejos não atendidos.

O dialogo que tenho feito nesse projeto com meus interlocutores é de clareza, transparência e se deixar ver para que estimule movimento conjunto.

Colaboração.

Na época em que trabalhei na série Cidade dos Homens eu chamava meu método de colaborativo. Mas nem sempre é assim.

O tempo que se dispõe é fundamental.

Se por um lado liberta a criação por outro lado limita a mesma por que o áudio visual é um processo de fixação de imagem e som para sua posterior manipulação sem a presença dos atores. Ou seja por mais que se queira disparar a câmera o tempo todo com o intento de captar todo o processo e todas as colaborações de cada indivíduo, uma pré seleção se faz para que se possa aprimorar.

Excesso ou abstenção são os caminhos do Homem solitário. (Margeuritte Youcernar em Memórias de Adriano)

É o que motiva que realmente importa. E que por fim se expressa no produto final.

Quanto nos aprofundarmos no que nos motiva mais conseguimos aprimorar nossa comunicação.

Hoje é domingo e na segunda feira parto para o Vale do Jequitinonha conhecer o Centro de Cultura e Desenvolvimento da Cidadania.

O roteiro está pronto para a etapa de produção.

O trabalho que realizam lá é lindo. Muitos jogos, muita valorização da vida, do afeto, do comprometimento com seu desenvolvimento, com uma pedagogia do convívio… e uma expressão de Beleza que enche os sentidos.

Isso foi o que a Pesquisa trouxe para mim…

Imagina quando eu estiver lá.

Tem muito canto e dança em roda.

Se der eu publico imagens de lá.

Hoje foi o primeiro dia de gravação.

Foi lindo estou cansado e vou jantar continuo depois….

Amanhã tem mais.

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