Direção

A direção para mim é um lugar crítico e criativo. Ao mesmo tempo que se está construindo, se está analisando e projetando. A natureza da função do diretor exige trabalhar com imagens, pessoas e recursos de modo a caminharem juntos. Administrar conflitos, prever problemas, promover ações, delegar funções, analisar resultados, gerar informações, tomar decisões, escutar, ver, ter opinião sobre o que está fazendo, motivar, liderar… E ainda ser super criativo, ter idéias brilhantes e únicas.

Apesar de ser um auto didata estudei teatro, aprendi sobre dramaturgia e me aprofundei no trabalho do ator. Por conta do meu conhecimento e da minha habilidade em lidar com atores e não atores me firmei no cinema como Preparador de Elenco.

Trabalhei com diretores fenomenais, em projetos incríveis e essa foi a minha escola. Acompanhei e analisei seu modo e método de trabalho. Aproveitei o espaço que eles me deram para fazer boas perguntas, compilar diferentes informações para facilitar o trabalho criativo e colaborar em vários aspectos na sua direção e na sua analise dos personagens, das situações e do drama como um todo.

As minhas experiências de diretor em audiovisual são:

Ligando os Pontinhos

Em fins de 2009 fui convidado pela Fundação José de Paiva Netto para conceber e dirigir uma série de programas voltado para o público infanta-juvenil retratando Pontos de Cultura. Foi uma experiência profunda e tocante que me fez refletir muito sobre o fazer artístico. Longe da atenção da mídia existe um Brasil pulsante e que se inventa, criam redes, fazem conexões. Nesses lugares existe uma relação afetuosa entre aprendizes, professores, mestres e oficineiros. A informação é tão importante quanto o modo como ela é transmitida. É um olhar no olho. Um abraço. Uma curiosidade. Uma disposição.

Eu agarrei a oportunidade e fiz dos nove documentários cartões postais entre os diferentes nove Pontos de Cultura situadas em oito cidades de seis estados.

Foi ao ar pela Tv Brasil e mais mil dvd’s foram distribuídos nos Pontos de Cultura.

Posts escritos durante a produção:

O que faz a diferença?Pelo Brasil AforaTensão Pré Natal

TRASH, A esperança vem do lixo.

Em 2010 conheci o diretor Stephen Daldry que estava planejando trazer para o Brasil a produção de TRASH. Generosamente Fernando Meirelles indicou meu nome ao Stephen. Almoçamos e foi que bastou para que ele se convencesse de que eu era a pessoa certa para compartilhar essa empreitada. Porém o filme foi adiado pois ele teve que fazer um outro filme Tão Forte Tão Perto entretanto ele me chamou para ajudar ele na seleção de atores (Aventuras em NY. )

Três anos depois começou no Rio de Janeiro a produção do filme produzido pela Universal, pela Working Title e pela O2 Filmes.

Nesse trabalho complexo dividi a responsabilidade da preparação do elenco com minha sócia Marina Medeiros pois durante as filmagens ficou claro que eu já não estava mais preparando o elenco mas estava dirigindo. Assim durante o processo o Stephen Daldry me ofereceu a Co-Direção.

Posts escritos durante a produção:

É folgaGlamourComédia e Dublagens

Salomé na Lua

Um curta metragem que escrevi, dirigi e produzi em 2007. Uma parceria com muitos amigos que me ajudaram.

Sob influência da lua cheia uma atriz em crise com sua criação e um Economista em crise com seus ideais se encontram no centro da maior cidade da América do Sul. Os desencontros das relações urbanas e contemporâneas que morrem antes de acontecer. A solidão do suicídio sem fim e a falta de afeto. Uma visão poética do Amor.

 

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