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O relato que segue abaixo é de uma aluna que foi para Nova York estudar. Gostei muito e resolvi compartilhar a sua aventura com todos.
Olá Christian, tudo bom?

Algumas notícias interessantes da minha jornada cheia de aventuras.

Esta quinta feira fui ao Manhattan Center participar da figuração para o filme “Mr. Tambourine Man”(http://www.beinamovie.com/) com o ator J.K. Simmons. A cena era uma recriação do show Grateful Dead, e eu fazia parte do público. A princípio 300 figurantes, depois de 3 ou 4 horas, metade foi embora, eu fiquei com outros poucos completamente entupidos de droga. E percebi o quanto é importante estar sempre se exercitando!!! (E como!). E claro: paciência! Rs..

Fiquei o tempo todo observando o ator J.K Simmons, admirei sua concentração, a mesma cena foi repetida mais de 30 vezes, eu já estava zureta, o teatro apesar de grande, era abafado, e eu estava alí há horas em pé, no meio da multidão de figurantes fedendo a maconha. O lugar estava maconha pura, o banheiro parecia a 25 de março, mas de cocaína e maconha. Os figurantes completamente loucos, pirando na droga. Eu nunca fumei maconha, então para mim é um tanto difícil de aguentar o cheiro. Acho que eu fui a única que segui as regras de não usar drogas no set. Rs..

Tivemos somente meia hora para o almoço. Sentei durante este tempo e tentei criar mais forças no meio daquela zona e pratiquei a respiração que aprendi no seu curso enquanto almoçava um sanduíche de peru. Fiquei imaginando, se fosse eu no lugar desse ator. Ele tinha muito mais fatores atuando contra ele, do que a favor e ainda tinha que exercer sua função no meio de uma zona sem fim. Mas a vida também é assim, né?!

Eu era um mera figurante que tinha que fingir estar em 1980 num show Grateful Dead e estava completamente exausta, o cara tinha um personagem em ação, é 34 anos mais velho do que eu e estava inteiro em todos os takes. Achei um máximo!!!

Ele até saiu do camarim na hora do almoço todo sorridente e foi dar uma volta no meio dos figurantes, conversou um pouco, numa boa, tirou fotos, deu autógrafos e quando a coisa começou a perder o controle ele voltou ao seu lugar. Claro ele tem experiência, mas eu fiquei admirada, quero chegar a ter esta capacidade um dia, conseguir se entregar completamente, esquecer o que está havendo em volta, o lado de fora. Eu gostei, foi uma experiência bacana, um desafio para meu corpo, eu aprendi alí dentro durante essas 15horas enfurnada naquele teatro que parecia um forno de maconha, só gente louca e a tensão da equipe. O “trem é pesado!”, mas eu gosto! Foi legal. Quando peguei o elevador, um cara da equipe dizia que estava trabalhando alí há 35 horas, com intervalos mínimos para cochilos, insano, mas demais!!! Meu Deus!

Eu poderia sentar nos cantos do teatro e dormir, como muitos figurantes cansados fizeram, mas resolvi me testar, queria ver até onde eu conseguia ir, e fui até o final, podre, mas consegui ficar até às 22h00(começou às 8h00) em pé nas seguintes ações: pular, parar, escutar e observar. (Hahahaha!!)

Quando foram gravar o último take, só precisavam de 15 figurantes específicos eu não fazia parte do grupo, o restante foi embora, mas eu fiquei assistindo, uma mulher que trabalhava na equipe (sei lá o que ela fazia exatamente), comentou algo do meu óculos, conversamos um pouco, ela me passou o e-mail de um amigo dela que se chama Joe Tripician (http://www.joetrip.com/index.php?option=com_content&view=article&id=59&Itemid=68) , ele vai gravar um filme e eu poderia entrar em contato. Ele já me respondeu dizendo que está terminando o roteiro e levantando grana ainda.

A mexicana ( a sua ex-companheira de quarto, nota do Christian) e eu tivemos uma briga, ela chamou as amigas para ajudar no barraco, era eu+eu contra 5 mulheres atacadas! Hahahaha! Eu disse que se alguém encostasse em mim, eu chamava a polícia e peguei meu telefone, então todo mundo abaixou o ‘topete’, pois elas estão ilegalmente aqui. A mexicana voltou para o México, graças a Deus! É, estou aprendendo muitas coisas com essas zicas, aqui eu aprendi a resolver pequenos problemas com mais rapidez, não dar tanta importância a isto e seguir em frente porque o tempo passa e rápido, e estou gostando da aventura! Rs!

Já tenho muitas estórias para contar para os meus netos!

FELIZ PÁSCOA!!! SÓ ALEGRIA!

Soraya Vasconcellos

3 pensamentos em “Aventuras em NY.

  1. E um dia antes dessa gravação eu passei a tarde e noite no pronto socorro de novo pq. eu vomitava sem parar por causa da dor da minha cicatriz, nossa a dor está tão foda que me faz vomitar e me dá tontura, e lá me deram um remédio mto. forte, eu fiquei pior que bêbado, nem conseguia falar, andar ou raciocinar coisas
    (100% grog)!!! Tentei ligar p/ o mundo, mas não tinha sinal. Sozinha, sem comer, me enfiaram 4 remédios no estômago vazio, pensei que fosse “bater as botas”, sufoco, nossa foi um pesadelo esse E.R., nunca mais! Eu fiquei preocupada, pensei que não fosse aguentar ir na gravação, mas fui e fiquei até o final! Rs! E ganhei essa experiência super bacana! Ueba! =) Tá vendo, minhas zicas estão valendo a pena, estou super contente!

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