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Fazia um tempo que eu não brincava de ator e por acaso os últimos dois trabalhos foram justamente como ator.

No post anterior escrevi sobre o filme do Global Warming. Este eu vi editado e está lindo.

Na semana passada eu participei de um curta metragem chamado Gogó da Ema.

Foi uma dupla função de ator e preparador de atores. Algo que eu relutava em fazer mas que passados os ‘cincos minutos’ senti muita confiança e podia com tranquilidade passar de uma função a outra.

Eu era o único personagem adulto, um técnico de futebol, num filme com 14 garotos sendo a maioria sem nenhuma experiência.

Com o agravante de não ter tido tempo para preparar. Os garotos de Guararema em sua maioria achavam que iam jogar futebol o tempo todo e de vez em quando fazer uma ‘cena’.

Isso eles entenderam pelo teste e por que também não conseguiam imaginar que mais queríamos deles.

Os principais do filme eram meninos de São Paulo com alguma experiência em publicidade, curta metragem, e teatro mas nada com  responsabilidade dramática.

Daí foi fundamental a minha presença como preparador de atores no set.

Era muito fácil desconcentrar, se perder, se cansar com tanto menino cheio de energia.

Trabalhando com crianças eu não mudo muito o meu jeito apenas tenho que usar um outro repertório de referências e lembrar de que faz tempo que eu já passei dessa idade. Assim como os atores tenho que entrar  ‘na pele’ da personagem para permitir que todas as minhas ações tenham um fluxo próximo ao que imaginamos que seja o cotidiano. Essa esquizofrenia do cinema é complicado até para adultos. E só se consegue entender na prática.

Por ser o único adulto fui privilegiado com mais atenção do diretor. Meu personagem era um representante de todos os adultos envolvido na realização se empenhando em fazer um belo trabalho. Em todas as cenas meu personagem centralizava a atenção dos outros personagens. Daí era só dosar isso para que não ficasse monocórdico.

Para mim foi fácil por que motivar pessoas é o que faço. Ajudar elas a conquistarem algo novo ou com uma qualidade nova é boa parte do meu trabalho.

A proximidade do personagem com ator é um conforto mas só no começo. Depois vem o trabalho todo de fazer com que a minha experiência sirva a história que se quer contar. Aí conto com  meu auto conhecimento e aí falo mais da maneira como faço minhas ações mais do que um aspecto psicológico. Se eu sei que em determinada situação eu ajo de uma maneira mas em função da dramaturgia tenho que agir um tanto diferente, não questiono muito por quê procuro fazer e ver o que isso causa em mim.

Foi bom praticar algo que ensino e da qual tenho convicção.

3 pensamentos em “Mais brincadeira de ator

  1. Oi sou Pai do Igor de Godoi que participou do filme com você e parabens pelo seu trabalho e dedicação com as crianças…não acompanhei de perto as filmagens mas minha esposa e ele só elogiaram a produção.
    Parabens e sucesso

    • Eu adorei trabalhar com seu filho. Ele é muito dedicado e talentoso. Espero encontrá-lo de novo. Abração. Christian

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