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Há muito tempo que se fala de arte e mercado…só alguém muito desavisado pode imaginar que exista alguém que só faça arte em troca de nada. O que tem é muita gente vendendo gato por lebre. Prometendo o céu a um bando de gente que se entrega para muito pouco. O artista precisa buscar a sua dignidade!
Viver em São Paulo não é barato. Há muito tempo tem gente vendendo poesia na rua. Ganhando muito ganhando pouco. Tem autor existe a propriedade, existe uma troca de valores.
Tenho um amigo que expôs anonimamente sua arte em postes e muros desta cidade. Quem viu não sabe quem fez. Durante um tempo ele quis assim. Depois ele decidiu que já era hora de assumir a autoria e receber algo por isso…cinco anos depois ou talvez mesmo essa proposta de trabalhar a arte pelo processo e não pelo produto lhe rendeu uma participação num projeto…o que lhe rendeu contatos.
Há quem despreze os artistas e quem inclusive se alimente de sua (falsa) ingenuidade para se promoverem. Esse são os medíocres que infelizmente dominam o setor mais opulento da área de cultura.
Num país de tradição cristã e sobretudo católica ganhar dinheiro é um pecado se não for associado com um bocado de caridade. Mas caridade feita a força é mentira.
Existem pessoas que produzem seus trabalhos com pouquíssimos recursos. E provam que é possível fazer arte e ainda se colocar no mercado.
Talvez esse texto seja hermético demais! Estou em crise e estou desabafando. Para poder continuar a fazer o que faço tive que me tornar um vendedor agressivo de minhas convicções. Faço com muita dignidade. Criei algo original e que em troca de dinheiro compartilho com quem venha me procurar. Seja esta pessoa diretor ou um aluno.
Mas isso não me faz sentir menos artista por isso. Não represento a fatia maior do bolo mas minha dignidade não se mede pela minha conta bancária.
Eu faço o que faço pela minha convicção e não pelo cinismo. O último projeto que participei o diretor disse que queria fazer entretenimento de qualidade. Que ele queria emocionar as pessoas trazer informação de bom nível e fazer o público passar um bom momento. Não deixei de me sentir artista por isso e nem passei a invejar sua iniciativa chamando o de medíocre. Pelo meu temperamento, gosto, formação, valores e propostas faria o mesmo de outro modo. Mas isso não cabe a mim.
Consigo ver por que estou onde estou e não em outro lugar. Por que sigo o que quero e acredito. Vivo com minhas convicções.
E no mais eu acredito que o público não sabe o quer…mas sabe que não quer chamado de burro e nem de massa de manobra. Às vezes ele se deixa seduzir pelos meios de comunicação de massa e corre para se colocar no meio… mas com tantos veículos de acesso a informação variada. Pode se encontrar uma outra coisa interessante e se seduzir por algo diferente.
Não sou um idealista…mas acredito que oito, dez ou mesmo vinte pessoas que acessam este blog o fazem por sua vontade. Ainda não sou uma moda.
Fazer sucesso não é difícil. Se manter no sucesso é complicado. O Ego e a auto exigência são os maiores inimigos.
Por isso que gosto de dar aula por que tomo o antídoto para meu ego e compartilho o remédio da minha auto exigência…enfim me vejo entre meus alunos.
Sei lá se esta última frase fez sentido. Nem sei se esse post também.
Agradeço as visitas!

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